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segunda-feira, junho 30, 2003

MÉTODO DE VERIFICAÇÃO 

A: Há homens que grunhem.
B: Só os porcos grunhem.

CONCLUSÃO: Há homens que são porcos.


Não há dúvida que este método silogístico de verificação é extremamente acertado!
Ora vejamos:

A: Só as mulheres gritam fininho.
B: Robert Plant (Led Zepellin), na música "Immigrant Song" emite gritos finos.

CONLUSÃO: Robert Plant é uma mulher. (Algo que já atravessou com certeza muitos pensamentos de apaixonados da música. Não, agora a sério, este foi a brincar - eu adoro os Led Zepellin. Mas o dos porcos é verídico!).

domingo, junho 29, 2003

ISABEL FIGUEIRA 

O Pipi fez um estudo comparativo entre quatro pseudo-celebridades portuguesas bastante comestíveis e, segundo ele, a "escolha acertada" é Isabel Figueira (para quem não sabe, a apresentadora actual do Top+, na RTP1). E eu não podia concordar mais com essa supostamente auto-entitulada besta fermentada de masculinidade que é o Pipi! Ainda por cima porque as outras opções eram a Marisa Cruz (naaa... não gosto de comida de plástico...), a Fernanda Serrano (mas onde é que aquilo é assim tão bom? Ok, ok... é engraçada... mas nem se compara à Isabel!),
e a Sofia Alves (que, como o próprio Pipi indica, tem o seu quê de saloia ignorante - não me perguntem porquê, mas tem!). Pois é... a Isabel Figueira é bastante interessante! E se houver por aí algum homem que não gostasse de lhe dar uma trinca é porque não é realmente homem (desculpe lá o ter que ser eu a dar-lhe a novidade mas... não foi por mal...).

sábado, junho 28, 2003

COMENTÁRIOS II 

Continuo sem conseguir meter aqui uma função de comentários... também gostava de ter um contador... bem, "mas isso também não interessa nada, não é?" (a saudosa Teresa Guilherme... tem o mérito de não conseguir ser a pior apresentadora da TV portuguesa, mérito esse que não é próprio - deve-o sim ao canastronismo agudo de tantas "apresentadoras" que teimam em tentar imitá-la no seu estílio "paranóico-histérico" que é tanto do gosto do público português...).
Também tinha piada se conseguisse mudar os links aí ao lado...
Um dia destes vou estudar HTML para conseguir fazer isto como quero... até lá, vivo (ou melhor, vive o blog) na depedência do "mais-que-insuficiente" Blogger.

sexta-feira, junho 27, 2003

VAI E VEM 

Fui ver o Vai e Vem de João César Monteiro e, sinceramente, como é que este país nunca reconheceu devidamente o seu génio? As pessoas só se lembram do ecrão negro de Branca de Neve - um fenomenal recurso estilístico (se fosse o David Lynch a fazer um filme com o ecrã todo negro diziam que era uma obra de génio, mas como foi um portugua...). Todos se esquessem das maravailhas que são todos os seus filmes e este último não é excepção, é talvez até uma das principais obras-primas do realizador. São quase três horas de deslumbramento! Talvez agora que ele morreu se lembrem os críticos de vir cá para fora dizer como o admiravem e como é trágico para o país perder um artista do calibre dele... Cínicos!
Sempre admirei o estilo e a postura de JCM - os educados "Vão para o caralho!" que ele tanto gostava de fazer passar, nas entrelinhas, a tantas personalidades distintas. Aquela fotografia marcante com o dedo do meio esticado, discretamente, junto ao bolso. Se fosse americano, ou inglês, ou francês, ou italiano - ou até espanhol! - teria o reconhecimento devido. Como era português, coitado, o mais que consegue é ter o seu último filme em exibição em duas ou três salas... e depois queixam-se que a cultura portuguesa se encontra em maus lençóis...
Aproveito para mandar daqui o meu louvor à Atalanta Filmes, que tem feito um excelente trabalho não só no âmbito da promoção do (bom) cinema português mas também de grandes filmes estrangeiros que nunca receberiam um tratamento decente de uma major .
E agora vejam lá se se mexem e vão todos ver o filme!

3 VIDAS 

"Todos nós temos três vidas: a nossa, a que queremos, e aquela que invejamos." (bmbg)

COMENTÁRIOS 

Gostava da adicionar uma funcionalidade de comentários a este blog, para que quem quisesse pudesse comentar à vontade, sem ter que ser necessáriamente por e-mail. Se alguém fizer o favor de me explicar como consigo por uma coisa dessas aqui agradecia imenso - já tentei o Enetation , mas não consigo meter o código de html a funcionar no Blogger .

RACHMANINOFF 

Será que alguém tem dúvidas que este homem foi o melhor pianista que alguma vez viveu? Se sim, ouçam qualquer um dos seus maravilhosos concertos para piano, de preferência as gravações existentes em que é o prórpio Rachmaninoff que toca (não sei se a caixa das gravações completas do pianista se encontra disponível em Portugal, mas podem sempre encomendar da Amazon - bem barata!).

JPP DE VOLTA 

Apraz-me ver que JPP já voltou... mas acho que a frase marcante do Jack Nicholson no Shining era "Heeeere's Johnny!", não que isso tenha grande interesse...
Por falar nisso, acho que vou rever esse filme hoje há noite. Há muito tempo que não vejo nada do Kubrick "clássico" (vi no outro dia o Lolita - comprado a preço de retalhe numa promoção de DVD's no Continente... pois... a loja é feia, mas não é todos os dias que se vêem filmes desses a €7,99!).

quinta-feira, junho 26, 2003

MATEMÁTICA 

E VIVA A MATEMÁTICA!!!
Não sei porque é que estou tão eufórico com isto... O exame até não era complicado e todos devem atingir os seus objectivos (ou, pelo menos, quase todos!).
Mas, no fundo, só está lá quem quer! Ora, muito bem feito: lixem-se! Tivessem ido para um agrupamento com interesse (como eu adoro auto-criticar-me!).
Já agora, uma menção ao Antestreia. É sempre bom ver que há mais quem goste de cinema!

PENSAMENTO, MUDANÇA E... JOHN CLEESE! 

Estava aqui a pensar (não consigo seguir os meus próprios conselhos) e, por observação, acho que este blog é capaz de estar a tomar uma direcção um pouco enfadonha (talvez até muito enfadonha) e a última coisa que eu quero é que olhem para isto como quem olha para um exame de Matemática (sim, a boca foi intencional - os meus pêsames a todos os que se bateram hoje por um 9,5 no malfadado exame 435)... arrepiante, assustador, crepitante mas, passado o choque dos primeiros dez minutos, fica a descoberto a sua essência... enfadonha, muito - mas mesmo muito! - enfadonha. Ora, posto isto, talvez seja de pensar remodelar um pouco a direcção, tentar inserir aqui posts esporádicos (os dois anteriores foram totalmente esporádicos, mas o que eu queria dizer com isto era: escrever sempre que me apetece, e não apenas quando acho que é algo sério e que vale a pena ser dito). Esta acção é tomada em função de uma tentativa de dar um pouco de cor a isto, um pouco de ritmo, uma espécie de movimento exacerbado - ou não - pelas vivências imediatas.
O fantástico e extremamente talentoso John Cleese faz uma observação muito interessante na sua faixa de comentário do DVD dos Monty Python "Monty Python and The Holy Grail", aquando daquele grande plano em que já só duas persoagens restam e se estão a aproximar do famoso castelo de "Aaaaargh...", dizendo algo como "Ah! Esta é a espécie de coisa que os realizadores ADORAM filmar... Extremamente belo... mas extremamente CHATO!" e depois continua com "Quando eles estão nisto eu digo-lhes: «Isso é chato» e eles dizem-me «John, o cinema é uma arte representativa», ao que eu respondo «Não! A VIDA é uma arte representativa»...", e não podia ter mais razão. Eu adoro o cinema considerado "chato" (Tarkovsky, Bergman, Oliveira,...), mas reconheço que, embora sejam necessárias obras de reflexão, também é necessária uma grande componente de diversão em (quase) tudo (mais uma vez gostaria de fazer referência ao exame de Matemática... aí está uma coisa que não tem diversão absolutamente NENHUMA). E é pegando nesse comentário de Cleese que vou tentar mexer um pouco isto.
Não quero cortar com a vertente introspectiva, mas vou começar a inserir outros assuntos, pelo meio da introspecção.

Existir Vs. Viver 

Talvez seja da excitação de ter algo novo para fazer, mas só me apetece é escrever...
Ocorreu-me agora uma problemática sobre a qual muito tenho pensado ultimamente: o que é realmente viver? Serão existir e viver sinónimos?
Penso que qualquer ser vive enquanto respira, e nada mais. Tanto vive um cão, como uma bactéria, como uma planta, como um homem. O estado é o mesmo, independentemente da taxonomia.
existir é algo muito mais complexo. A meu ver, só existe quem realmente É , no sentido real da palavra: o de ser por sim mesmo, ter conscência permanente do seu estado de existência, agir sabendo que o faz. Não me refiro à eterna questão humana da ponderação das atitudes! Falo sim em relação ao propósito de sermos e a reconhcermo-nos como entidades individuais, únicas na nossa semelhança, unidas pela nossa singularidade. Fá-lo no sujeito ter presente em si o facto de que não respira somente, mas Existe, sendo que para existir não basta pensar, é preciso racionalizar o pensamento em simultânio com a existência e, aí sim, ser um ser total.
Se levar isto em consideração, não é complicado concluir que, então, quase ninguém existe realmente, porque quase ninguém aceita o facto de ser. Ser só por si, não em função dos outros, mas da sua personalidade, da sua identidade. Esta conclusão alargar-se-ia fácilmente a outra: todos nos limitamos a viver, mas consideramos "viver" algo mágico e divino, quando realmente grandioso é "existir". Que há de marailhoso em respirar, em saber o que as coisas são mas não sabermos que somos também? Só quem se sabe como ser que existe é que se pode dizer como estando na presença de algo extraordinário.
Ou não...
...talvez apenas não devesse pensar...
Lembrei-me agora de ter lido há uns dias uma intervenção de Pacheco Pereira no seu Abrupto em era referida a facilidade da citação de textos de Nietzsche e a validade ou não de textos que são fáceis de citar. Concordo com JPP quando afirma que "(...) não vale comparar a autoridade de Lukács com a de Nietzsche, ganha sempre Nietzsche.", e é lógico (pelo menos para mim) que a validade de um texto não se mede pela sua facilidade de citação. Mas também não era esse o meu propósito agora. É que, ao ler a dita intervenção de JPP, lembrei-me de Nietzsche (e como é que eu me poderia esquecer do filósofo mais descontextualizadamente citado nos últimos anos, usado por tantos para demonstrarem a sua "superior intelectualidade", seja em filmes, músicas, livros ou até meras conversas do dia-a-dia?), ora, dizia eu, lembrei-me de Nietzsche e também de uma frase fantástica que sabia estar algures n' A Gaia Ciência , livro que li já há uns dois anos (dada a duração relativamente curta da minha vida até agora, dois anos ainda é um bocado de tempo considerável...). Fui ao livro e procurei a tal frase, que sabia ter sublinhado na altura, e vou trancrevê-la para aqui, por nenhuma razão especial, apenas porque acho que é uma grande frase: "Defendamo-nos de dizer que a morte é o contrário da vida. A vida não passa de uma variedade de morte, e uma variedade muito rara." . Para quem quiser saber, esta frase encontra-se na entrada 109, a segunda do Livro Terceiro da obra supracitada. Queria ainda dizer que toda essa entrada 109, "Defendamo-nos" , é não só um dos mais fantásticos textos incluidos no livro, como um dos mais fortes escritos pelo seu autor (em termos de "força" não me refiro a veracidade, certeza ou validade dos argumentos - Nietzsche não é para ser lido apenas, é para ser interpretado, e não se pode ler um texto de 20 linhas descontextualizado de toda a obra envolvente e criticá-lo -, refiro-me sim à violência das palavras, ao tom quase batalhador que o autor utiliza).
Resta-me dizer que sim!, gosto de Nietzsche - embora cada vez mais tenha receio em dizê-lo, dado que parece que gostar de Nietzsche se tornou moda ultimamente, não havendo alma que se preze que não o cite ou que diga admirá-lo profundamente. E o que ainda mais me assusta é que a vasta maioria de todos esses "apaixonados" pelo senhor, nunca leram sequer uma obra deste - ou, se leram, foi a Genealogia da Moral , porque tiveram que a dar no 12º ano... Concordo com quem diz que Nietzsche não é uma leitura fácil, mas também não é assim tão complicado... e mais! - não é nada massacrante, é algo que se lê com vontade de ler! O problema da maior parte das pessoas que fazem a tal afirmação é que tentaram começar a ler Nietzsche com Zaratustra , que é, sem dúvida, pesado. Mas leiam O Anticristo , uma das obras maiores do autor (se é que se podem distinguir as suas obras), um ensaio fantástico sobre a religião e diversos tópicos envolventes - um dos melhores livros alguma vez escritos, na minha opinião, claro.
Bom, acho que é tudo por agora...
Bem hajam!

O COMEÇO 

Um começo é sempre um começo... o princípio da gestação, o início de algo. Este começo é como todos os outros, sem qualquer espécie de diferenças. Pretendo, provávelmente, registar aqui toda e qualquer tipo de divagações, sem um horário fixo ou uma frequência de updates específica. Pretendo ser eu, eu como eu próprio (algo que se torna cada vez mais difícil).
O nome 'karmakiller' surgiu do nada, de repente, talvez apoiado numa canção de John Lennon ("Instant Karma"). Tinha primeiramente pensado em 'crazy-diamond' (não era nada original mas... sempre era Pink Floyd!), mas o nome já estava a ser utilizado por um incógnito qualquer... Ficou 'karmakiller', pode ser que mude um dia destes...
Até breve!

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